Quiosque da Havanna em um shopping, com produtos expostos, mesas e cadeiras para os clientes.

Governança entre sócios: como estruturar decisões em uma franquia

O setor de franquias brasileiro registrou, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), alta de 9,3% no segundo trimestre de 2026, alcançando faturamento superior a R$ 76 bilhões e reforçando a importância de cada sócio na construção de uma governança sólida desde o início das operações. 

Os investidores que planejam entrar no modelo de sociedade devem compreender que a estruturação da governança é estratégica, uma vez que é a partir dela que são definidas as responsabilidades, estabelecidos os critérios para retirada de lucros e criado os mecanismos para a solução de conflitos. 

Neste texto, veja os principais aspectos que ajudam a organizar a relação entre os sócios e proteger o investimento ao longo da operação.

As responsabilidades na governança entre sócios

A organização de quem faz cada demanda na rotina do negócio evita que os sócios dupliquem esforços ou deixem tarefas importantes sem dono. Em uma franquia, essa clareza ganha ainda mais peso, já que o modelo exige seguir padrões rigorosos e regras estabelecidas pela marca.

Dividir o terreno entre a operação e a estratégia costuma funcionar muito bem no dia a dia. Enquanto um sócio assume o comando da unidade e acompanha de perto o movimento, o outro direciona o foco para o planejamento de longo prazo, o relacionamento com a franqueadora e novas oportunidades de expansão.

Deixar tudo descrito no contrato social ou no acordo de sócios coloca limites claros de atuação, define quem responde pela administração e aponta quais decisões exigem o aval de ambos. 

O documento também ajuda a resolver eventuais divergências e prevê substituições temporárias, servindo de guia seguro para que a sociedade flua sem atritos desnecessários.

Remuneração e lucros na gestão do negócio

A retirada de pró-labore e a distribuição dos lucros exigem responsabilidade, uma vez que esse tema toca diretamente nas expectativas financeiras e na percepção de justiça entre os parceiros. O pró-labore funciona como a remuneração dedicada exclusivamente aos sócios que atuam ativamente na operação diária, equivalente ao salário de um gestor experiente contratado no mercado. 

Quem é apenas investidor, mas não trabalha diretamente na operação, mantém o foco no retorno sobre o capital aportado, participando diretamente da divisão dos resultados positivos gerados pela operação.

A quantia da remuneração mensal deve considerar a função exercida pelo sócio, os valores praticados no mercado para a mesma atividade e a capacidade financeira da operação, garantindo sustentabilidade ao caixa da empresa. Manter as regras claras para as retiradas ajuda a evitar atritos desnecessários ao longo da jornada empresarial.

Estabelecer o calendário das retiradas, manter as obrigações fiscais em dia, preservar um caixa mínimo e definir o percentual destinado ao reinvestimento contribuem para estabelecer bases sólidas para o crescimento.

Os valores distribuídos aos investidores mantêm-se isentos de encargos previdenciários, desde que amparados pela escrituração contábil e autorizados formalmente no contrato social por meio de apurações baseadas em balancetes periódicos, conforme a legislação tributária vigente e o regime de apuração da empresa.

Comparação entre pró-labore e distribuição de lucros

AspectoPró-laboreDistribuição de lucros
FinalidadeRemuneração pelo trabalho ou pela atuação do sócio na administração da empresa.Participação do sócio nos resultados da sociedade.
Quem recebeSócios que exercem atividade na empresa e são remunerados por esse trabalho ou função de administração.Sócios com direito à participação nos lucros, conforme o contrato social e as deliberações societárias. Em sociedades limitadas, a distribuição pode ser proporcional ou, quando admitida, desproporcional às quotas.
Base de cálculoValor definido para remunerar o trabalho ou a função exercida pelo sócio. Valores praticados pelo mercado podem ser utilizados como referência, mas não constituem uma base legal obrigatória.Lucro efetivamente apurado e disponível para distribuição, observadas as regras contábeis, societárias e tributárias.
PeriodicidadeGeralmente mensal, conforme a remuneração definida pela sociedade e efetivamente paga ou creditada.Conforme a apuração dos resultados e a deliberação societária, podendo ocorrer distribuições periódicas quando devidamente suportadas pela contabilidade.
Impacto no caixaRepresenta remuneração do sócio pelo trabalho realizado e costuma ser uma saída recorrente da operação.É variável e decorre da destinação dos resultados apurados pela empresa.

Crescimento do negócio e retorno aos sócios

Para decidir o destino do lucro gerado é importante equilibrar o ritmo de expansão da unidade franqueada e a expectativa de retorno dos sócios, já que uma fatia dos ganhos retorna para a própria operação, financiando melhorias estruturais, capital de giro ou novas iniciativas. A outra parcela recompensa o capital investido.

Manter a transparência ajuda a blindar a sociedade contra injustiça e assegura o fôlego financeiro para o crescimento sustentável. Acordos bem delineados costumam fixar percentuais definidos para reinvestimento e distribuição, ou condicionar o repasse aos sócios à formação prévia de uma reserva de segurança equivalente a três meses de custos fixos operacionais.

Diretrizes para aportes financeiros adicionais

Imprevistos ou oportunidades de expansão exigem capital extra, seja para reformas estruturais, compra de equipamentos modernos ou para reequilibrar o caixa do negócio. Quando essas demandas aparecem de surpresa sem combinar as regras antes, o clima pesa, sobretudo se um dos parceiros estiver sem fôlego financeiro no momento exato da chamada.

Desenhar as condições no acordo de sócios protege a parceria contra desgastes desnecessários. O documento define o passo a passo para comunicar a necessidade de injeção de recursos, estipula prazos realistas, fixa as proporções de cada um e estabelece caminhos seguros para quem não puder colocar dinheiro naquele instante.

Entre as saídas mais comuns previstas nesses acordos estão a diluição proporcional da participação, a transformação do valor aportado em empréstimo para a sociedade ou a chegada de um novo investidor estratégico, sempre respeitando o direito de preferência de quem já está na operação.

Solução de conflitos societários e mecanismos de proteção

Os conflitos entre os sócios podem ocorrer e antecipar as formas de tratá-los ajuda a impedir que as divergências se transformem em impasses ou avancem diretamente para uma judicialização.

Acordos firmados com mecanismos de mediação, arbitragem e cláusulas específicas de saída dão segurança jurídica tanto para o sócio majoritário quanto para o sócio minoritário. Sendo assim, tratar os desentendimentos de forma objetiva e estruturada preserva a harmonia do negócio, mantendo o foco total na operação e afastando o desgaste de brigas judiciais prolongadas.

Regras para a chegada e partida de sócios

A chegada ou a partida de um sócio reflete na estrutura de propriedade da franquia e, por isso, manter critérios objetivos no acordo previne surpresas desagradáveis, amarrando fórmulas de avaliação da participação, prazos de quitação e regras claras de preferência.

Estipular se o cálculo do patrimônio considerará múltiplos de faturamento, margem de lucro ou balanço contábil elimina ambiguidade na hora de liquidar cotas. Definir também as formas e os prazos de pagamento blinda o caixa da franquia contra retiradas bruscas e inesperadas.

Vale a regra de alinhar a saída no mesmo momento da entrada, pactuando antecipadamente como a transferência de fatias acontecerá.

Havanna: uma oportunidade para investidores

Os investidores que buscam abrir uma franquia em sociedade encontram na Havanna uma marca com mais de 80 anos de tradição, presente em 12 países e com mais de 2.500 pontos de venda pelo mundo. 

A rede oferece quatro formatos de operação — Cafeteria Tradicional, Heladeria Tradicional, Espresso e Híbrida —, com suporte estruturado desde a escolha do ponto até a operação diária.

O suporte da franqueadora inclui análise de viabilidade, projeto arquitetônico, treinamentos, consultoria de campo, software de gestão e apoio em marketing. Essa estrutura facilita a gestão compartilhada entre os sócios, contribui para reduzir os riscos operacionais e permite o foco no crescimento do negócio.

Conheça os modelos de franquia da Havanna e entenda como a marca apoia os investidores que desejam empreender em sociedade com uma rede consolidada e suporte estruturado.

Compartilhe:

Assine nossa newsletter

Mais conteúdos

Leia também:

Carregando...