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Franquia multiunidade: como investidores crescem dentro da mesma rede

Presentes em 87% das franquias, segundo a ABF, os multifranqueados tratam a expansão como estratégia patrimonial e precisam de estrutura de gestão para crescer

Para uma parcela crescente de empresários, a primeira unidade de uma franquia deixou de ser o ponto de chegada e passou a funcionar como etapa de validação. Uma vez que o investidor domina a operação, conhece os indicadores e confirma na prática o desempenho do modelo, a abertura de um segundo ponto da mesma rede costuma envolver menos incerteza do que recomeçar em um segmento desconhecido.

Os números da Associação Brasileira de Franchising (ABF) ajudam a dimensionar o movimento. Segundo a Pesquisa de Multifranqueados da entidade, empreendedores com duas ou mais operações estavam presentes em 87% das redes brasileiras em 2024, contra 83% em 2022, e cerca de 1.103 redes contavam com multifranqueados de uma única marca. Para 2026, a ABF aponta o aumento de franqueados multiunidades entre as tendências do setor, ao lado da maior profissionalização dos franqueados e do ganho de lucratividade por unidade. 

Ao longo deste conteúdo, explicamos por que o modelo multiunidade tem atraído investidores que tratam o franchising como estratégia de expansão patrimonial, quais desafios surgem quando a operação passa a ter vários pontos e de que forma a Havanna se posiciona para esse perfil de empresário.

Por que o modelo multiunidade atrai investidores experientes?

Quem já opera uma franquia acumula algo que nenhum plano de negócios entrega por completo, que é o conhecimento prático sobre a rotina da unidade. Prazos de abastecimento, comportamento do fluxo ao longo da semana, sazonalidade das vendas e perfil da equipe deixam de ser projeções e passam a compor um histórico concreto, a partir do qual a decisão de crescer dentro da mesma rede ganha base mais sólida.

Padronização que permite replicar o modelo

Em uma rede estruturada, processos, fichas técnicas, layout e sistemas de gestão seguem o mesmo padrão em todas as unidades. Na prática, o investidor replica uma operação que já conhece, aproveitando o aprendizado da primeira loja para encurtar a curva de maturação das seguintes.

Força da franquia como ativo compartilhado

Cada novo ponto se beneficia do reconhecimento que a marca já construiu junto ao público, o que reduz o esforço de atração de clientes nos primeiros meses. 

Paralelamente, a presença de várias unidades sob a mesma gestão amplia a visibilidade regional e pode fortalecer o poder de negociação do franqueado com fornecedores e administradoras de shopping centers.

Diversificação dentro de um modelo conhecido

Do ponto de vista patrimonial, distribuir o capital entre diferentes endereços da mesma rede reduz a dependência de uma única localização, ainda que a exposição continue concentrada em uma só marca e em um só segmento. 

Assim, as oscilações de fluxo em determinada região podem ser compensadas pelo desempenho de outra unidade, sem que o empresário precise aprender um negócio novo a cada aporte. 

Mesmo assim, a estratégia não elimina os riscos próprios da operação, que seguem exigindo análise criteriosa antes de cada nova abertura.

O que muda na gestão quando a operação deixa de ter um único ponto

Na primeira unidade, o franqueado costuma acompanhar de perto o atendimento, o estoque e a equipe. Com duas ou três franquias em funcionamento, essa presença física em tempo integral deixa de ser viável, e o papel do investidor se desloca gradualmente da execução para a gestão.

Por isso, a formação de lideranças locais ganha um peso que raramente aparece na primeira operação, já que gerentes capacitados e alinhados ao padrão da rede passam a responder pela entrega de cada loja. 

Enquanto isso, o multifranqueado concentra sua atenção em decisões estratégicas, como abertura de novos pontos, alocação de capital e desempenho comparado entre unidades.

Indicadores como ticket médio, custo de mercadoria vendida (CMV), taxa de conversão e ponto de equilíbrio também mudam de função. Em vez de servir apenas ao controle de uma loja, eles passam a permitir comparações entre operações, revelando qual praça responde melhor ao mix, onde a equipe precisa de treinamento e em que momento faz sentido acelerar ou segurar a expansão.

Sem uma estrutura de acompanhamento consistente, falhas que passariam despercebidas em uma unidade tendem a se repetir nas demais, o que torna a escolha da rede tão relevante quanto a do ponto comercial.

Como investidores avaliam a expansão dentro de uma mesma rede?

Antes de assinar o contrato de uma segunda ou terceira franquia, empresários mais experientes costumam olhar para além do desempenho individual da loja já aberta. 

Entre os critérios mais observados estão a existência de formatos de operação adaptáveis a diferentes pontos, a disponibilidade de praças com potencial na região de interesse e a capacidade da franqueadora de apoiar aberturas simultâneas ou sequenciais.

Também pesa na decisão a relação construída com a rede, uma vez que franqueados que já conhecem o time de suporte, os canais de comunicação e o ritmo de implantação da marca tendem a negociar novas unidades com mais clareza sobre prazos, investimento e responsabilidades de cada parte.

Expansão Havanna Brasil e o perfil multiunidade

Com origem argentina e reconhecimento internacional, a Havanna construiu um modelo de negócio pensado para pontos premium de alto fluxo, como shopping centers, aeroportos, centros empresariais e ruas de grande circulação de pedestres. 

No Brasil, a expansão da rede prioriza capitais e cidades com 500 mil habitantes ou mais, mercados em que o investidor encontra densidade de público suficiente para sustentar mais de uma operação na mesma praça.

Para quem pensa em operar várias unidades, a variedade de formatos amplia as possibilidades de composição, já que os modelos Cafeteria Tradicional, Heladeria Tradicional, Espresso e Híbrida podem ser estruturados como loja ou quiosque. 

Assim, um mesmo investidor pode combinar uma loja em shopping center com um quiosque em centro empresarial, por exemplo, ajustando o investimento ao potencial de cada endereço.

Desde a escolha do ponto, nossa equipe de inteligência territorial utiliza ferramentas de geomarketing e estudos de viabilidade para avaliar cada nova unidade, enquanto sistemas integrados e rotinas de acompanhamento gerencial dão ao franqueado a visibilidade necessária para comparar o desempenho entre as lojas. Somada à padronização operacional da rede, essa estrutura tende a encurtar o aprendizado das aberturas seguintes e pode dar mais previsibilidade ao crescimento.

Se você avalia o franchising como estratégia de expansão patrimonial e busca uma marca consolidada para crescer com mais de uma unidade, converse com o time de expansão da Havanna e conheça os formatos e modelos disponíveis para a sua região.

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